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Toni Rodrigues diz que PL discute substituir sua pré-candidatura por apoio a Joel

O pré-candidato ao Governo do Piauí afirmou que respeitará decisão da legenda, mas diz não concordar com alianças com Progressistas e rejeita disputar vaga para deputado.

O jornalista e pré-candidato ao Governo do Piauí pelo Partido Liberal (PL), Toni Rodrigues, utilizou as redes sociais para se pronunciar sobre as discussões internas da legenda em torno da possibilidade de retirar sua pré-candidatura ao governo para apoiar o pré-candidato do Progressistas, Joel Rodrigues. Durante o vídeo, ele voltou a defender que o partido mantenha candidatura própria nas eleições de 2026.

Segundo Toni, o PL precisa preservar sua autonomia política e garantir um palanque no estado para o presidenciável da legenda, Flávio Bolsonaro.

"O PL, nas últimas semanas, tem discutido a possibilidade de substituir a minha candidatura ao governo do Estado, que no caso ainda é uma pré-candidatura, pelo apoio ao candidato do Progressistas. Eu a princípio tenho dito, e vou continuar dizendo sempre, que sou a favor da candidatura própria. Defendo a candidatura própria por autodeterminação do partido, defendo também a candidatura própria porque o presidenciável, Flávio Bolsonaro, precisa de um palanque", afirmou.

Foto: Divulgação/ Redes sociaisToni Rodrigues
Toni Rodrigues

O pré-candidato também comentou as especulações de que poderia disputar uma vaga na Assembleia Legislativa ou na Câmara Federal. Segundo ele, essa possibilidade não faz parte dos seus planos.

"Não tenho nem interesse nesse tipo de candidatura, embora seja um tribuno, todo mundo sabe que eu já fui vereador, que eu gosto da tribuna, que eu gosto do parlamento, sou um legislador, mas estava me preparando há um ano para disputar o governo do estado, inclusive uma preparação bem intensa", declarou.

Durante o pronunciamento, Toni afirmou que integrantes do partido alegam que sua pré-candidatura não conseguiu crescer nas pesquisas eleitorais. No entanto, ele contestou essa avaliação e disse possuir desempenho relevante em alguns municípios.

"Eles alegam lá no PL é que eu não estou conseguindo ampliar os meus dígitos, os meus números, embora algumas pesquisas indiquem que cidades como Parnaíba, Teresina, eu tenha dois dígitos, um pouco mais, isso significa mais de 10 pontos percentuais num estado completamente controlado pelo PT, num estado completamente controlado pela política do velho sistema, enquanto nós até o presente momento não temos nenhum prefeito, mas já temos mais de dois dígitos percentuais nas pesquisas realizadas", ressaltou.

O jornalista também criticou levantamentos eleitorais ligados aos adversários políticos. "Claro que as pesquisas do governo não mostram isso, claro que as pesquisas ligadas ao próprio Joel Rodrigues, ao senador Ciro Nogueira não mostram isso, e eu estou dizendo isso aqui sem ranço absolutamente nenhum, não tenho interesse pessoal nessa questão, meu interesse era somente coletivo, de contribuir com o debate, de participar da campanha, de tentar fortalecer o partido para as próximas eleições", afirmou.

Apesar de defender a manutenção de sua pré-candidatura, Toni Rodrigues garantiu que respeitará a decisão que vier a ser tomada pela direção do Partido Liberal.

"Se o partido entende, eu não vou absolutamente contra o entendimento do partido. Do jeito que eu não posso obrigar o partido a ter candidatura própria, o partido também não pode me obrigar a votar em quem eu não concordo", declarou.

Na sequência, o pré-candidato fez críticas tanto ao PT quanto ao Progressistas, afirmando que não se identifica com a forma de atuação das duas legendas.

"Eu não concordo com os métodos políticos do PT e também não concordo com os métodos políticos do Progressistas. Acho que é apenas mais do mesmo. Tenho recebido vários telefonemas de pessoas do interior se solidarizando com a nossa pré-candidatura. Não estou influenciando ninguém, essa é apenas a minha opinião", disse.

Ao relembrar as eleições de 2022, Toni afirmou que o PL já abriu mão de uma candidatura própria para apoiar outro projeto político, mas, segundo ele, a estratégia não trouxe resultados positivos para o partido.

"Não se pode chegar a um destino diferente seguindo sempre pelo mesmo caminho. O PL na eleição de 2022 renunciou a sua candidatura própria para apoiar um candidato do União Brasil e que era apoiado também pelo Progressistas e não resultou em absolutamente nada, nem para o PL, nem para o candidato do União Brasil", avaliou.

Por fim, Toni Rodrigues comentou a trajetória de Joel Rodrigues, reconhecendo que o ex-prefeito possui qualidades, mas afirmando discordar da forma como ele conduz seu discurso político.

"Eu acho que ele é um político que tem seus méritos, mas não concordo com essa história do coitadismo. Eu mesmo tenho uma deficiência física desde a infância e nunca utilizei isso como argumento político. Já fui atacado por isso em campanhas, mas nunca deixei de fazer meus pronunciamentos e nunca usei isso, absolutamente esse coitadismo", concluiu.

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